sexta-feira, 10 de julho de 2026

 




Diacrítica


Escorre branco oblíquo pelo muro

e a sombra cinza finge-se perplexa

por sobre o céu escrever-se a escuro

um acento  na ponte circunflexa



quarta-feira, 17 de junho de 2026


 Igreja de S. Paulo, Lisboa. Mais um sítio onde nunca cantei (...nem entrei)...

sexta-feira, 5 de junho de 2026

 

Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

Valencia

 Posfácio Postal, com coisas que não vi... 


Não é fácil selar uma carta só com selos que estejam intimamente relacionados com o conteúdo da mesma, e no entanto....




quinta-feira, 4 de junho de 2026

 Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

 que me lembram um prato... que não comi,

à maneira de epílogo para a minha visita a Valência


Arroz à Valenciana, era assim que a minha mãe lhe chamava, e não só ela, porque o dito prato era convidado habitual dos menus de muitos dos pequenos restaurantes que, um pouco por todo o país, ofereciam comida com sabor de prato feito por alguém que de nós gosta.

Que eu me lembre até, o arroz solto e fumegante,  em que despontavam aros de lula, redondas e verdes ervilhas, pedaços rosados de salsicha fresca, rodelas de chouriço, nacos de frango e um sem número de outras possibilidades, podia ascender à categoria de manjar de ocasião festiva, chegando mesmo a coroar bufetes de boda ou batizado.

Hoje, que eu me lembre, é raro, senão impossível, encontrar tal proposta na carta de um dos muitos comedouros hodiernos que tomaram o lugar das velhas tascas de bairro, propondo agora coisas muito mais ao gosto dos adeptos da massificação instagramada, como o inefável brunch, os pratos livres desse assassino do corpo e alma que dá pelo nome de glúten ou da não menos perigosa lactose, ou ainda seja o que for acompanhado das absolutamente horríveis batatas congeladas pré-fritas.

E eu gostava, quando a minha mãe fazia aquele arroz… tanto que agora que vou escrevendo estas linhas e dele me vou lembrando, quase salivo de antecipação….

Arroz à Valenciana…. Só muito mais tarde compreendi a razão de tal designação, quando descobri que a paella era coisa tradicional na terra ao lado da minha, e que a mesma tinha as suas origens na região de Valência… ora aí estava: o Arroz à Valenciana que a D. Hortense (todas as mães deviam ter nome de flor… a minha tem!) fazia com tanto esmero e cuidado era não mais que uma versão lusitana da paella Valenciana…

E como poderia ser de outra forma. Espanha e Portugal são nomes de irmãos. Com algumas diferenças, é certo, até com algumas embirrações mútuas. Mas todos os irmãos as têm; eu sei e posso dizê-lo de experiência, porque não sou filho único…

Muitos serão seguramente os pratos que compartilhamos em versões levemente diferentes. A gastronomia tradicional é filha do modo de vida das populações e Portugal e Espanha (no seu todos, com todas as suas Nacionalidades) partilharam ao longo dos séculos muito do caminho que os teceu como culturas indissociáveis por fronteiras, esses riscos artificiais que se tecem sobre os mapas, mas que não apagam as ligações de sangue e amor que constantemente as cruzam.

Pote ou Fabada nas Astúrias, Cozido à Portuguesa, Cozido de Garbanzos da Andaluzia e do nosso Alentejo… tudo declinações da mesma tabela periódica que nos fez elementos raros, únicos: Os Ibéricos

Os mesmos que há 40 anos, num dia de sorte pela clarividência de políticos que saíam de ditaduras cruéis e teimavam em procurar caminhos de desenvolvimento e aproximação, assinaram no Mosteiro dos Jerónimos e no Palácio Real, ambos nas capitais dos respetivos países, tratados de adesão a um sonho…

Tem sido difícil, hoje parece até em retrocesso, mas as boas ideias são difíceis de concretizar, têm escolhos pelo caminho, e, inevitavelmente, nem sempre agradam a todos da mesma maneira.

Mas hoje, eu, que amo a liberdade de movimento e de palavra, posso escrever o que quero, dizer o que quero, meter-me num carro e conduzir sem parar de minha casa até à fronteira com a Ucrânia, sem sequer ter que mudar de moeda pelo caminho….

Graças ao fim das ditaduras, passei a sentir-me em casa, tanto em Portugal como ao seu lado, em qualquer das maravilhosas cidades Espanholas;

Graças à CEE e depois à União Europeia, passei a sentir-me em casa também em mais 26 países  e isso não há ninguém que me tire. Agora que, passados 40 anos, aprendi a ser, além de Português, primeiro Ibérico e depois Europeu, só me falta ser do mundo… e não deve ser difícil, afinal Sócrates já o afirmava há quase 2500 anos…..

Será que o afamado filósofo também gostava de Paella? Arroz à Valenciana?

Obrigado Eva pelo curioso postal e pelas boas memórias que em mim invocou.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

em partes, tantas quantas me promete a memória...

21 de Maio - Espanha - Comunidade Valenciana

Valencia (III)  


De novo no metro para o centro da cidade. Prático, rápido mas não tão confortável quanto isso, porque embora esta fosse apenas a segunda estação da linha, as carruagens vinham já com os assentos todos tomados, o que me fez aguentar de pé os mais de 20 minutos que passámos dentro do comboio.

Na verdade, a primeira estação da linha é a do Aeroporto, e o facto dos assentos já estarem todos tomados apenas reflete a procura turística que Valencia já regista, quando faltam três meses para o pico do verão.

Dirigíamo-nos para a Cidade das Arte e Ciências, onde íriamos passar a manhã, o que nos obrigou a transbordo modal entre metro e autocarro frente a um majestoso arco - A Porta de la Mar - que, leio, é uma reprodução da  porta que ali existiu, com o nome de Porta del Real, próximo de um antigo palácio real cujo tempo se encarregou de apagar. 

O monumento foi erguido em 1944, durante a ditadura, como homenagem aos caídos e, leio também, continha uma placa de homenagem ao ditador, hoje tapada por uma laje de pedra.


No caminho até à paragem do autocarro reparo em mais um belíssimo edifício modernista numa esquina do outro lado da rua. O Edifici dels dracs, assim chamado por ostentar várias dessas criaturas fantásticas na frontaria e alçado, obra datada de 1901,  do arquiteto José Manuel Cortina.


A espera pelo autocarro foi breve e em pouco tempo descíamos finalmente ao pé da Cidade das Artes e Ciências. 

É impossível ficar indiferente à magnífica obra de Santiago Calatrava cujo puro branco brilhava tanto ao sol que feria os olhos, se dirigíssemos o olhar para os enormes reflexos que se irradiavam das alvas superfícies.

Toda aquela branca modernidade contrasta com o verde das muitas árvores que correm nas laterais da depressão em que o complexo se inscreve e que criam uma cortina de separação para modernas áreas residenciais que, embora com grande densidade de utilização, parecem exsudar qualidade de vida e afluência. 






O primeiro edifício do complexo, a Opera, ou melhor o Palau de les Arts Reina Sofia, lembrou-me uma imensa concha futurista de cujas aberturas laterais não me admiraria nada que saíssem velozes naves, como via nas séries de ficção científica da minha adolescência.

Uma concha? Um gato? Um anjo de asas abertas?




A programação de  2016  estava indicada me grandes painéis na lateral do edifício. Do Flamenco à Ópera, da Zarzuela ao Pop, muito haverá para encher os ouvidos ao mais exigente melómano. Infelizmente, para a noite que passámos em Valencia não havia espetáculo....

Navegámos calmamente pelas laterais do complexo, passando em frente ao Hemisfèric, auditório multi-usos, adaptado para a projeção de filmes no sistema IMAX 3D, até ao jardim de Astronomia, com a sua multitude de instrumentos que nos permitem calibrar o tempo astronómico de forma prática, anterior à ponte, para lá da qual se encontra instalado o desconcertante (pela altura, volumetria, forma e pelo intenso azul que o cobre) Àgora e, mais à frente, o Oceanographic (um espaço dedicado aos oceanos e seus habitantes).



Uma vez descidas as escadas para o nível do solo onde se implanta o museu das ciências, fui surpreendido pelo sorte de um vistoso reflexo na água que enchia por alguma razão que não descortinei (lavagem, manutenção) grande parte do espaço nu que antecede o assombroso edifício do museu das ciências e cuja estrutura me lembra um esqueleto de um estranho peixe, como penso fácil perceber na fotografia que abre este post.  

Largos minutos passamos em calmo passeio por entre os edifícios, tirando partido da sombra que estes projetavam e aproveitando para ver uma exposição de excelentes fotografias do fotógrafo de natureza Sérgio Izquierdo, patente no exterior, até que parámos um pouco para comermos à sombra do Hemisfèric o mais clássico dos clássicos alimentos de passeio: um ovo cozido. Enquanto descascava o meu, não pude deixar de pensar na forma que segurava nas mãos que, ampliada, por certo, não se sentiria ali fora de sítio....









De volta ao piso superior, dirigimo-nos à paragem de autocarro onde esperámos escassos minutos para apanhar transporte para o último item da nossa lista de visitas; o IVAM - Institut Valencià d'Art Modern, aberto em 1989 como o primeiro centro dedicado à arte moderna criado em Espanha.



Ali, tive uma vez mais o prazer da descoberta de artistas modernistas que nos deixaram um acervo de enorme relevo histórico, técnico e estético como o pintor e escultor Julio González, cuja obra patente na sala que lhe é dedicada nos foi gentilmente explicada pela Patrícia, funcionária do Museu, que de imediato nos cativou pela simpatia, facilidade de exposição e conhecimento demonstrado. Obrigado!

Julio González viveu entre 1876 e 1942. olhando para as obras expostas é possível perceber uma progressão estética que condensa grande parte da evolução discursiva das artes plásticas da primeira metade do sec.XX, desde o figurativismo da art noveau e art deco até um pulsante abstracionismo alicerçado na evolução natural da estética cubista.

Outro dos momentos altos do museu, para mim, foi a passagem pela galeria a que se acede pelo exterior, onde estava patente uma exposição reunindo obras de três gerações do mesmo apelido: "A Aura de uma Saga Moderna: Ignacio, José, and Marisa Pinazo". Como a virtude, dizem, está no centro, dos três, o que mais concorreu para me encher de felicidade por ter podido ver tão belas pinturas foi José Pinazo, que viveu entre 1879 e 1933.

Uma última visita a uma exposição temporária que punha em destaque a relação (a péssima relação...) entre o homem e os oceanos concluiu a nossa vista ao IVAM.

Restavam-nos apenas duas ou três horas antes que tivéssemos que estar de novo no no aeroporto. Voltámos ao centro histórico a pé, aproveitando para um último passeio por ruas que desconhecíamos e que inesperadamente revelavam alguns segredos de cor e  boa arte urbana.








 
Pouco depois da saída do metro, na tal paragem antes do Aeroporto, onde saímos para ir buscar os nossos pertences ao hotel, a ceramista no topo do monumento que lhe é dedicado lá continuava o seu trabalho, indiferente ao inclemente sol que, apesar da hora já avançada na tarde, parecia tão forte quanto o tínhamos sentido, todo o dia.



... mal sabia eu que ainda me esperavam quase quatro horas pela frente, fruto de um atraso no voo que nos traria de regresso.... duas dessas horas poderiam bem ainda ter usado na cidade... afinal havia ainda tanto para ver...




segunda-feira, 25 de maio de 2026

Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

em partes, tantas quantas me promete a memória...

20 de Maio - Espanha - Comunidade Valenciana

Valencia (II) 



Fui exposto pela primeira vez à obra de Joaquin Sorolla y Bastida  (1863 - 1923), talvez o mais sonante nome da pintura Valenciana, graças a uma exposição que, há já alguns anos, o Museu Nacional de Arte Antiga teve patente, na galeria de exposições temporárias do belo palácio das janelas verdes, sobranceiro ao Tejo.

Foi um caso de amor à primeira vista, portanto: as cenas, em particular as marinhas, os retratos, os corpos, as paletas, a luz que irradia das telas... sim, creio que é isso mesmo, a luz, a magnífica luz que parece inundar as telas onde deixou a marca do seu génio, deixaram uma indelével  marca na memória.

De então para cá, tenho-me cruzado com a sua obra em locais vários como Bordéus, Paris, Corunha e, fundamentalmente, na Casa Museu que leva o seu nome na capital espanhola, local que alberga uma deslumbrante coleção de obras do génio Valenciano.

Quando comecei a preparar a visita a Valencia, o museu local de belas artes, como habitualmente, ocupou posição de destaque na lista dos locais a visitar.

Uma consulta ao sítio Web do Museu de Belles Arts de València confirmou-me o que já suspeitava: a coleção do museu tinha várias obras deste filho da cidade em exposição. Por isso, não podia estar mais entusiasmado com a visita com que iniciámos a tarde do nosso primeiro dia de passeio pela cidade.

Estávamos munidos de passe para os transportes públicos, mas a verdade é que as distâncias entre os principais pontos de interesse da urbe são perfeitamente acomodáveis a pé, tanto mais que o centro histórico é pedonal e que para chegar à paragem do autocarro se anda quase tanto como para chegar ao local que queremos visitar.

Por isso seguimos a pé, cruzando uma inesperada fila de pessoas que se prolongava por mais de uma centena de metros, por entre baias instaladas em frente a uma nova igreja, a Reial Basílica de la Mare de Déu dels Desamparats. 

Perguntei a duas senhoras que acabavam de chegar e que iam ocupar o respetivo lugar na fila, a que a mesma se devia.

Responderam-me que era a festa de Nossa Senhora dos Desamparados e que a multidão esperava na fila pela oportunidade de beijar a imagem da Senhora, observada de perto pela figura tutelar de Túria, a personificação do rio que banha a cidade, do alto da fonte que lhe toma o nome. (Ouvi na televisão, no dia seguinte, que a fila só acabara depois das 2h30 da manhã...)


O caminho leva-nos agora a  atravessar o antigo leito do rio Turia, hoje transformado em reconfortante e prazeroso jardim,  na ponte de la Trinitat, que desemboca quase em frente ao Museu de Belles Arte de València, antigo colégio Seminário de São Pio V, cuja construção se iniciou em 1693. Do alto da ponte, a estátua de San Luis Bertrán, da autoria de Jacobo Antonio Ponzanelli, parece indicar-nos o caminho e convidar à visita ao museu, que se anuncia pela sua enorme cúpula coberta a azulejo azul, quase parecendo refletir o anil arroxeado e inesperado dos jacarandás.



O museu alberga uma extensa coleção de pintura dos séculos XIV ao século XX, e era esta última que mais me interessava ver, ocupando a ala que está dedicada aos séculos XIX e XX três pisos, a que se acede após transcorrer um maravilhoso pátio azul.


No terceiro piso pude, por fim contemplar os trabalhos de Sorolla por que tanto ansiava, e novamente a luz, os corpos, os apontamentos regionalistas, as paisagens, tudo o que me despertou para a sua obra naquela exposição do Museu de Arte Antiga de Lisboa, tudo ali se repetia, para meu grande prazer.

Mas não foi só Sorolla que me encheu as medidas. O museu alberga uma rica coleção de pintores espanhois da trasição do sec. XIX para o XX, entre os quais figuram vários dos discípulos do Mestre, como José Benlliure Ortiz ou Francisco Pons Arnau, que casou com Maria Sorolla, filha do pintor, e também ela pintora e um sem número de outros nomes ilustres das artes plásticas Espanholas.

Enumerá-los seria aqui despropositado, mas uma visita à galeria do sítio web do museu. que inclui algumas das muitas obras em exposição, permitirá perceber a razão do meu entusiamo.

Uma menos detalhada, mas não menos atenta, visita à nave central do edifício que alberga o espólio de obras dos secs. XIV a XVII, permitiu ainda descobrir algumas peças de nomes sonantes como Tiziano ou El Greco , bem como um tríptico atribuído à oficina de Hieronymus Bosch.

No final houve ainda tempo para percorrer a exposição temporária "Tiempos Modernos" que agrega a coleção de Museu de obras de artistas contemporâneos.

Retomando a caminhada, já na rua, voltámos a atravessar o jardim pela mesma ponte que antes tínhamos utilizado para nos dirigirmos às Torres de Serranos, verdadeiro ex-libris da cidade.

As duas torres, datadas do sec. XIV, guardam no centro uma das portas que davam acesso à cidade. Hoje servem principalmente de miradouro, como atestam as muitas pessoas que podíamos ver na varanda que liga as duas construções poligonais, depois de terem servido como prisão, até finais do séc. XIX.

Não subimos. Depois do que já andáramos, dispensávamos escadas. Ficámo-nos por uma volta por fora do edifício, e por algumas fotos.






Necessitávamos de uma paragem, até porque estava na hora de passar pelos correios para enviar os habituais postais. Mas primeiro era preciso escrevê-los, por isso sentámo-nos por algum tempo numa esplanada frente a duas bebidas frescas, para pôr a escrita em dia, como se costuma dizer.

O dia ia já bastante avançado quando saímos do edifício dos correios com a filatélica missão cumprida e duas hipóteses nos contemplavam: o Centro de Arte Hortensia Herrero, sugestão de uma amiga, instalado num palácio do sec. XVII recentemente recuperado e perto de onde nos encontrávamos, ou a fundação Bancaja, onde se anunciava uma exposição de pintura que, por certo, não desiludiria.


Gárgula da capella Sant Joan de l'Hospital, vista da varanda do CAHH

Optámos pelo primeiro. E em boa hora o fizemos, maravilhados que ficámos com a qualidade da coleção exposta ao público complementada por uma exposição temporária de obras do artista Alemão Anselm Kiefer, todas de uma dimensão que, só por si, impressionava, não ficasse o visitante assombrado pela riqueza dos contrastes expressionistas entre o sombrio chumbo e o luminoso ouro, num processo de alquimia que parece perpassar as suas criações.

David Hockney está também bem representado no museu, com  uma curiosa instalação videográfica sobre as quatro estações e alguns trabalhos de grande formato, já saídos da fase Ipad do artista.

Eu, que gosto muito de fotografia, fiquei também especialmente contente por ter visto podido ver pela primeira vez um original grande formato de Andreas Gursky... uma lição de estrutura e composição...

Creio que teremos sido os últimos visitantes a sair do CAHH, eram já quase oito horas, hora de fecho.

Pela rua, em direção ao metro, continuei a passar por fascinantes exemplares arquitetónicos  como o belo Edifício Gomez II, ou até mesmo a singela porta do casino de Agricultura de Valência





O dia estava terminado. Jantar e descanso pedia-nos o corpo, que amanhã haveria mais....