Abro a mensagem com um misto de curiosidade e desconforto... na verdade, já adivinhava a resposta, que leio com a certeza que alguém fez o que, de facto, era o melhor:
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"O animal em questão é uma águia-calçada (Aquila pennata) e à entrada apresentava um quadro muito grave de trauma, com fratura exposta do úmero esquerdo (o osso principal da asa) complicada com desvitalização do tecido ósseo, sem possibilidade de recuperação cirúrgica ou clínica. O animal apresentava também grande debilidade e provável início de sépsis, bem como contaminação por formigas, o que é indicativo de que deveria estar na situação em que o encontrou há bastante tempo. Assim, atendendo à irrecuperabilidade deste animal e aos critérios de bem-estar, a equipa clínica decidiu pela eutanásia."
Não era o que gostava de ter ficado a saber, mas era o que esperava. A pobre ave estava tão debilitada que não lhe ouvi um pio, desde que a vi pela primeira vez até ao momento em que a deixei aos cuidados do Centro de Recuperação de Animais Silvestres.
Que o céu lhe seja azul, agora que pousou no topo da alta árvore de onde nos espreita, lá na floresta que lhe inventamos para não nos consumirmos na angústia do indecifrável.
Bons voos, bicho amigo; bons voos Coruja-águia!
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