Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,
em partes, tantas quantas me promete a memória...
10 de Abril - Espanha - Galiza
A Coruña
Parte II - Da cidade
Visitar uma cidade obriga a várias deslocações por dentro do seu corpo, sejam estas previamente estruturadas num racional mapa de planeamento, ou apenas definidas quando a isso o obriga o simples facto de se querer ir de um lado para o outro.
Na verdade, quase sempre acabo por usar uma mistura de ambas, já que por mais planeamento prévio que o visitante possa estabelecer, aparecerá sempre algo imprevisto que motivará alterações à programação previamente estabelecida.
E depois, algumas cidades são feitas para passear, em particular as suas zonas históricas, com uma dimensão decididamente mais humana do que os vastos e extensos conglomerados de almas em que todas, quase sem excepção, se tornaram.
Entre as deslocações aos vários museus e locais que pretendíamos visitar optámos sempre por andar a pé, já que as distâncias estavam dentro do razoável e o tempo de feição.
Estamos ainda na época baixa e apesar de se verem alguns autocarros de turistas e de se ouvir italiano e grego nas imediações da Torre de Hércules, passeava-se pela cidade e pelos seus pontos de interesse turístico sem se avistarem as avantajadas concentrações de humanidade que o verão irá sem dúvida atrair.
Tanto assim é que, à hora da siesta, passatempo que por aqui também se pratica com afinco, havia ruas literalmente desertas no centro da cidade velha, para gáudio deste visitante que tem uma proto-fobia de multidões, por causa do hábito que há muito cultiva de fotografar (de preferência sem gente pelo meio....)
Entre o passeio marítimo e a cidade velha, muitos foram os motivos de interesse a exigir a paragem do olhar e um calmo clique de obturador. Por aqui os deixo:
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