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terça-feira, 13 de maio de 2025

  Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

em partes, tantas quantas me promete a memória...

17 de Abril de 2025 -  Bukhara 


Complexo Po-i-Kalyan 

Uma última visita faltava em Bukhara, a que dedicámos a tarde, a seguir ao almoço: o complexo Po-i-Kalan, consituído por 3 enormes  edifícios: Minarete Kalan, o mais velho dos 3, que data de 1127 e que foi poupado à destruição pelo famoso imperador mongol Genghis Khan, razão pela qual a mesquita a que estava anexo não é a hoje existente; Mesquita Kalan (1515), a segunda maior do país, a seguir à mesquita Bibi Khanum, de Samarcanda,  e uma das maiores da Ásia Central, e a madraça Mir-i-Arab, (1535), hoje como as outras, transformada em centro comercial de artesanato.

Os descomunais, mas belíssimos na decoração, portais da mesquita e da madraça olham-se nos olhos, com o enorme minarete definindo o outro lado de um quadrilátero que a estrada atravessa no lado que lhe está oposto.

Ao visitante não resta que sentir-se ínfimo perante tamanhas construções; ínfimo perante Deus; Alá, o único, o verdadeiro, como único e verdadeiro são todos os outros. Suspeito eu que seja esta a razão para toda esta monumentalidade desproporcionada.

A verdade é que é impossível não achar beleza naqueles panos enormes de azul que cobrem os portais, naquela maravilhosa caligrafia que pode estar a dizer coisas que insuspeitamos, mas que não podemos deixar de "ler" de boca aberta, na sua siderante afirmação gráfica, no intrincado mosaico dos tijolos do minarete, nos azulejos belíssimos que envolvem a circunferência das bases das cúpulas, no indescritível turquesa de que vaidosas se vestem... caramba, como são belas.

Passamos a porta da mesquita, um imenso pátio capaz de acolher milhares de pessoas, com uma singela árvore no meio.

Viemos em boa hora. está quase vazio o pátio. Para mim, todas estas construções vivem no mais absoluto paradoxo: alimentam-se de pessoas, são as pessoas que lhes dão sentido, objeto, ou talvez não; talvez elas próprias sejam o fim, em si mesmo.

Deus na terra são aqueles minaretes, aquelas cúpulas, aquelas inebriantes misturas de cor e forma. Aqui, como na talha dourada e nos frescos nos tetos das igrejas da minha terra... este o paradoxo: não precisam de pessoas para nada, aliás são tão mais belas quanto menos pessoas lhes perturbam o equilíbrio, a plasticidade, a pureza da forma...

Esforço-me por procurar este vazio, o mesmo que busco na música que foi escrita à glória de um Deus em que não acredito; basta-me ouvir, ver, tocar. Não preciso que me chamem do alto daquele minarete, ou com um sino de campanário para ir humilhar-me diante d'Ele. E porque quereria Ele que assim fosse? Ele, a glória e o amor eternos.....o imenso perdão e a inabalável justiça....?

Olhem só ali, mais abaixo, no Afeganistão.. onde anda Ele? e nesseoutro ali, onde o filho nasceu, na Palestina... onde anda Ele?... e em mais alis, como no Sudão, no Congo, nos becos esconsos das grandes cidades, na ponta de uma seringa, no fumo ácido que sobe de uma cachimbo de folha de alumínio, onde anda Ele?.....

Saímos para visitar a madraça. Prefiro ficar cá fora, após uma rápida vista de olhos às bancas em tudo iguais às de outras madraças  que visitámos.

Choveu entretanto, a praça está molhada e o chão, no fim de tarde, doura em espelho. Procuro uma fotografia nos reflexos do chão... ando lá perto mas não consigo... outra vez as pessoas a estragarem a sagração do vazio...

O dia morre e nós por ali ficamos, para mais uma volta. Passámos já a metade da viajem; é altura de começar a fazer as compras dos indispensáveis souvenirs para os que nos são mais próximos, respeitando por inteiro a cartilha do turista que despudoradamente aceitamos...

Recolhemos ao hotel, por conta própria, confiados no instinto e nos pés que lá nos haviam de levar, já que internet, só com os dados ligados...

Como não podia deixar de ser, mais de meia hora depois, na incerteza de um cruzamento e acreditando que mais valeria tentar do que deitar moeda ao ar, entramos numa loja de confeções procurando ajuda, não para a compra de roupa mas para  encontrar o caminho de volta ao hotel.

Não poderia ser mais amistoso e disponível o jovem atrás do balcão, que prontamente me pediu o telefone, o ligou à sua rede wi-fi e para ele  transferiu o mapa do caminho que nos bastou seguir até, por fim, vermos as luzes da portaria do nosso hotel...

Bukhara, fechava as portas do dia, no corrupio pendular dos regressos a casa, após mais uma jornada de trabalho.

Nós também!  


Complexo Po-i-Kalyan 























  Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

em partes, tantas quantas me promete a memória...

17 de Abril de 2025 -  Bukhara 



Chor Minor

Tantos que lhes perdi a conta, mas este é também mais um monumento da lista dourada da UNESCO. E percebe-se bem porquê, olhando apenas para a sua estranha configuração. Originariamente parte de uma madraça, o Chor Minor, com os seus quatro falsos minaretes e construções anexas, é um complexo que teria funções  quer  de ritual, quer de abrigo (leio na wikipedia), tendo sido construído no sec. XIX. 

Hoje, como muitos outros edifícios originalmente com funções de culto ou estudo teológico que visitámos, alberga, no seu interior, fundamentalmente, bancas de vendedores de artesanato.

Este é talvez o edifício que mais me intrigou e fascinou na minha visita, pelo aspeto compacto, aprisionado pelas quatro torres, todas com decoração diferente, que li depois, tinham até aspetos funcionais,  sendo três delas armazéns e numa outra existindo uma escadaria até ao topo.

Em frente, um bric-à-brac desordenado e em modo "tudo a monte" tentava excitar nos turistas o impulso da compra com memórias várias dos tempos soviéticos, numa variada oferta que ia dos utensílios de cozinha aos fardamentos dos vários ramos das forças armadas...

Ali folheei livros antigos profusamente ilustrados com bonitas gravuras, numa língua que infelizmente não dominava, vasculhei documentos de identificação, notas, selos, um sem fim de restos físicos de um tempo em que tudo por aqui ostentava na identificação a foice e o martelo que lhe garantia desde 1924 a integração na União Soviética.

Tudo, portanto, material de história, curiosidade e coleção... 























segunda-feira, 12 de maio de 2025

 Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

em partes, tantas quantas me promete a memória...

17 de Abril de 2025 -  Bukhara 



Saio da Ark para a praça Registan (também aqui se chama assim a praça principal, como em Samarcanda, topónimo que significa lugar arenoso) na urgência de um café e de resguardo da chuva.

Do outro lado da estrada aguardam-nos ambos, com o cativante extra de podermos subir ao melhor miradouro que poderia ali haver: uma antiga torre de abastecimento de água, datando de 1929.

Concebida no sistema de construção metálica desenvolvido pelo engenheiro soviético Vladimir Shukhov, a torre caracteriza-se pelo facto do reservatório que sustentava, hoje substituído por um restaurante e pela plataforma de observação, assentar em tiras de metal que descem desde a respetiva base até ao solo, conferindo ao conjunto estabilidade, rigidez e, também, um aspeto decidida e inesperadamente Eiffeliano.

Não resisto a ir lá acima, apesar da chuva, o que se faz por um elevador que, após a transformação em miradouro, lhe foi acrescentado. A vista é decididamente boa, particularmente sobre a Ark, mas o tempo não ajuda de todo, com grossos pingos de chuva constantemente a caírem-me sobre a objetiva. 

Noto que placas com o nome de algumas cidades escrito em alemão (vá-se lá saber porquê...) estão fixadas no gradeamento, indicando a direção e distância a que se encontram. Surpreendentemente, encontro uma que me envia o olhar para onde, a mais de 6000 quilómetros, se ergue a praça de que mais gosto no mundo, e onde D. José continua a pavonear-se, montado no seu corcel.



Mesquita Bolo Hauze


A Mesquita Bolo Hauze, é mais uma construção com estatuto de Património Mundial, outorgado pela UNESCO.

Construída em 1712, surpreendeu-me pela beleza das decorações dos tetos do alpendre que protege a entrada, suportado em vistosas colunas de madeira  encimadas por belíssimas mucarnas (não sabia que assim se chamavam os relevos em forma de favo que se sobrepõem uns aos outros aumentando a sugestão tridimensional do conjunto, tão típicas da arquitectura islâmica).

Antes tinha-me já surpreendido pelo seu simples posicionamento em frente de um pequeno lago: não fora o facto de estar a chover e o reflexo deveria dar uma boa fotografia, mas assim... para mais com uma catadupa de gente a destruir a simetria e a tapar o detalhe das colunas....

Depois, o minarete também tem um certain je ne sais quoi...: habituado que estava agora a ver minaretes inusitadamente altos, este parecia mínimo e, no entanto, tão equilibrado ali ficava, em frente ao edifício, com as suas bonitas decorações, tecidas em  demonstração de fino gosto geométrico com pequenos mosaicos coloridos

Dentro, o contraste da luz com o azul que nos interroga sobre o branco imaculado das paredes e, mais uma vez, a complexidade de uma semi-abóboda em mucarnas, por sobre o Mihrab, que indica os crentes a direção de Meca.











Mausoléu Samanida

De supresa em surpresa... o autocarro para à beira de um parque onde diviso uma grande roda e outras máquinas de feira popular. Tudo está deserto agora, não só porque é manhã de dia de semana, mas porque chove com alguma intensidade.

Uma pequena caminhada depois, o parque abre-se num bem desenhado jardim com mais uma deslumbrante construção erguida em  tijolo cozido que nela serve não só de elemento estrutural, como (e acima de tudo) decorativo.

É o Mausoléu Samanida que, o guia explica, alberga membros da dinastia Samanida que por aqui estabeleceram o seu império, na transição do primeiro para o segundo século DC, sendo este também o datamento estimado para a construção.

A chuva que cai não convida a uma observação cuidada do exterior do edifício, mas o abrigo generoso de algumas ramadas de árvore dá-me o guarda-chuva de que necessito para meia dúzia de fotografias. Pena é que não me tenha detido mais nos detalhes das paredes e das intrincadas decorações...

Leio mais tarde que o edifício esteve durante séculos coberto por lama e poeiras, o que explica o excelente estado de conservação em que foi encontrado e agora se mostra, após as escavações que o puseram ao fresc, nos anos 20 do século passado

Lá dentro, os olhos lutam para se acostumarem à penumbra carregada que reina sobre o grande sarcófago que ocupa parte da sala. Novamente o mesmo deslumbrante jogo geométrico dos humildes tijolos de cor barrenta e pouco chamativa, mas que aqui parecem ganhar vida, movimento, como que entrelaços de teia ou esteira.

Volto a sair cá para fora e busco de novo o respaldo generoso de uma árvore para uma última fotografia. Uma senhora, manifestamente grávida, que se atarefa a sacudir a água das vestes, acompanha-me no abrigo. Diz-me "hello", em perfeito inglês.... "boy or girl?", pergunto-lhe; responde-me com olhos de quem não sabe a resposta "Boy, Insha'Allah" atira-me, com um desarmante sorriso...

Talvez tenha sido isso que esteve a pedir, há pouco, quando circulou o mausoléu três vezes pelo exterior, como o guia nos informou ser receita de sucesso garantido...





Mausoléu Chashmai Ayub

Parecia um dia talhado para a água... a chuva entretanto abrandara mas a próxima visita teria em absoluto temática aquosa também.

Reza a lenda que Job, o profeta, teria um dia visitado Bukhara, tendo sido recebido com queixas de na cidade se vivia em dificuldades por falta do precioso líquido.  

Tomara fossem as queixas de hoje em dia tão facilmente resolúveis, pois que, logo ali, Job sacou do seu bastão com cuja ponta bateu no chão e uma torrente de água terá prontamente saído da terra, para surpresa e gáudio dos Bukharenses.

No local da fonte, que ainda hoje existe e cujas água os crentes acreditam ter efeitos medicinais, foi erguido um mausoléu que comporta vários túmulos, (um dos quais, diz-se, o do próprio Job) mas que tem um aspeto muito mais funcional, ao albergar um pequeno mas informativo museu dedicado ao abastecimento de água na região, sendo de especial interesse a secção dedicada ao desastre que é o Mar de Aral, extinto por sobreconsumo da sua água para rega dos campos de algodão.

Um outro edifício, de traça moderna, chama-me a atenção ao sair do mausoléu, já que lhe é, em absoluto, frontal. Trata-se de um museu dedicado á memória e obra de um importante teólogo do Islão Sunita, Imam Muhammad ibn Ismail al Bukhari (810-870).

Museu Imam Muhammad ibn Ismail al Bukhari

Mausoléu Chashmai Ayub


sexta-feira, 9 de maio de 2025

Notas de viagem roubadas a um diário que não escrevi,

em partes, tantas quantas me promete a memória...

17 de Abril de 2025 -  Bukhara 


A Ark de Bukhara



A chuva, de novo. Por vezes forte, a ensopar-me a roupa e o parco agasalho da mesma que uma camisola de fibra e um normal boné podem proporcionar... quem me manda a mim não trazer um impermeável, daqueles que ocupam o espaço e o peso de dois pacotes de lenços, depois de bem dobrados...

Seria assim durante boa parte do dia que passaríamos a visitar o centro histórico da velha cidade, outra pérola do património mundial, como reconhecido pela UNESCO e pelos meus olhos deslumbrados por muralhas ondulantes, abóbodas do mais cativante turquesa, ou azul ou verde ou cor que não se sabe nomear, minaretes tão altos que parecem eles invocar a raiva das nuvens que me ensopam, cá por baixo, onde os mortais se acoitam...

Há sempre duas formas de olhar para as coisas, dizem (embora eu desconfie que muitas vezes, o que é mau, não tem mesmo remédio...), e se a chuva me trouxe a necessidade de saltitar entre poças para não encharcar os pés, esse sim o desconforto que mais me... desconforta, trouxe-me também, durante alguns minutos,  os melhores céus e a melhor iluminação de que dispus nestes dias de visita ao Uzbequistão, entusiasmo que só os incondicionais do obturador perceberão, porque os outros, por certo, preferirão o aconchego de um teto que os proteja da inclemência aquosa em que as nuvens se vão transformando.

Coisa de pouca dura, no entanto,  porque poucos minutos passados, o céu, há pouco carregado, mas tecido em pequenas nuvens que se acotovelavam umas às outras (e eu que dizia que não gostava de astrakan..) desfazia-se agora no lençol cinzento sem qualquer estrutura aparente, que tantas vezes nos trazem os dias de chuva. 

A enorme muralha da cidadela ergue-se no centro da cidade antiga.  A Ark de Bukhara, assim é designada, encerra o antigo complexo real e o entulho do que haverá sido uma pequena cidade. 







Inicialmente contruída no sec. V, o complexo real dos emires de Bukhara, tal como hoje se reconhece, data do sec XI tendo conhecido ampliações, reformulações e transformações nos séculos que se seguiram, datando os edificios hoje visiveis dos sec XVIII a XX. O epílogo enquanto residência real, conheceu-o em 1920, quando no decurso da guerra civil que se seguiu à primeira guerra mundial e à revolução de outubro,  a cidade foi obliterada por um grande fogo. Hoje, quase todo o local está à espera de ser escavado, tendo alguns edifícios, nomeadamente o palácio real com o salão para receções onde se encontra instalado o trono de mármore das coroações, sido reconstruídos  durante o período soviético. Nos vários edifícos reconstruídos estão agora instalados núcleos museológicos que abarcam  aspetos tão díspares quanto a história da cidade de Bukhara, a história natural da região ou a numismática.


O grande campo de escombros que ocupa toda as traseiras dos edifícios reconstruídos tem a vantagem de permitir, na sua extrema, uma visão desimpedida sobre um grande complexo arquitetónico religioso que visitaríamos mais tarde.

Dele, pareciam agora brotar mágicas protuberâncias recortadas no contraste de um céu pintado num suave degradé, que mais acentuava a estranha aparição.

Para mim, este pequeno passeio à chuva teve a  alegria da descoberta de uma paisagem de ficção científica... Há alturas em que os todos os elementos se conjugam para uma boa fotografia... como pode alguém queixar-se de estar todo molhado quando se volta para casa com imagens destas?:



Olhando para o desolado monte de escombros que atravessamos é fácil imaginar que muita coisa haverá aqui por desenterrar. De resto, pedaços de cerâmica, por exemplo, eram visíveis aqui e ali no chão, onde ser erguem ainda tambémalgumas teimosas ruínas.


















Alguns detalhes  do salão de recepções e do trono da coroação, hoje com uma cadeira disponível para qualquer aspirante a emir que queira para para tirar nela sentado uma fotografia, devidamente ataviado com espada e tudo...




Alguns turistas Uzbeques visitavam à mesma hora que nós os pequenos museus. Curiosamente alguns deles pareciam mais interessados nos turistas estrangeiros que nas peças museológicas. Apesar das dificuldades linguísticas, conseguimos comunicar o mínimo para satisfazer curiosidades: nome, de onde éramos... uma ou duas fotografias e o calor de sorrisos e apertos de mão sinceros e generosos.

Não costumo fotografar pessoas; por timidez, vergonha, desconforto e por acreditar em " não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti".

Hoje em dia, para mais, o direito à imagem tornou-se numa absoluta camisa de varas. Claro que compreendo que as pessoas tem direito a decidirem sobre a sua pessoa e imagem, mas a questão é que o que poderia ser uma questão de bom senso é hoje muitas vezes uma questão sem senso algum: por um lado, aspirantes a fotógrafos que pensam que podem transgredir a intimidade de uma qualquer pessoa, e, por outro,  pessoas quaisquer que acham que se acaso alguém lhes tira uma fotografia é porque ombreiam em notoriedade com o Martin Luther King, o Rei Carlos III ou até mesmo o Pedro Santana Lopes...

Que seria dos Cartier-Bresson, salgado, Parr, Erwitt, Maier, Meyerowitz, McCurry se tivessem que pedir licença aos seus insuspeitos modelos... o quão mais pobres seríamos todos....

Nervosamente, ousei pedir por gestos (o que sempre é mais fácil do que falar, neste caso) para fotografar uma senhora e um senhor que me pareceram especialmente fotogénicos e a resposta não poderia ser melhor, tanto que o senhor nem o consegui fotografar sozinho, como queria, já que um amigo se lhe veio logo colar e ainda tive também de tirar fotos com os dois que um terceiro captou com um telemóvel.

Já o tinha sentido em Tashkent, no mercado, e em Samarcanda, no observatório. Continuaria a senti-lo por estes dias: sempre que apontava a minha lente a alguém, a resposta não podia ser mais positiva e natural...